Campus Bambuí

Histórico

19/08/2004 - 20h11   -   atualizado em 18/02/2010 - 07h30

Nos anos de 1949 e 1950, na zona rural de Bambuí, algumas propriedades foram doadas, outras compradas e outras, ainda, desapropriadas, formando-se assim a Fazenda Varginha. Nessa fazenda passou a funcionar o Posto Agropecuário em 1950, ligado ao Ministério da Agricultura, que utilizava o espaço para a multiplicação de sementes, empréstimo de máquinas agrícolas e assistência técnica a produtores de Bambuí e região. Ele era subordinado ao posto da cidade de Pains, que existe até os dias de hoje. Já em 1956, foi criada a “Secção de Fomento Agrícola em Minas Gerais”, que deu início ao Curso de Tratoristas.

Segundo relato de Edna Tôrres, ex-professora e viúva do primeiro diretor Guy Tôrres, a história do campus começou quando o bambuiense Dr. João Eliziário de Magalhães, alto funcionário do Ministério da Agricultura, alertou autoridades e políticos de Bambuí sobre uma grande oportunidade. Tratava-se de uma escola de nível médio, voltada ao ensino profissionalizante de agricultura e pecuária, que poderia ser criada a partir do Centro de Treinamento de Tratoristas da Fazenda Varginha.

Desse alerta do Dr. Magalhães, nascia então a Escola Agrícola de Bambuí, subordinada à Superintendência do Ensino Agrícola e Veterinário e criada pela Lei 3.864/A, em 1961. Pelo Decreto de criação, a Escola deveria utilizar as dependências do Posto Agropecuário e do Centro de Treinamento de Tratoristas, absorvendo suas terras, benfeitorias, máquinas e utensílios.

Em 13 de fevereiro de 1964, a Escola foi transformada em Ginásio Agrícola pelo Decreto nº 53.558 e no dia 20 de agosto do “Ano da Agricultura” – 1968, o Decreto nº 63.923 elevou o Ginásio à posição de Colégio Agrícola de Bambuí, tendo como primeiro diretor o engenheiro agrônomo Guy Tôrres. A primeira aula foi ministrada pelo professor Antônio Chaves.

 

                                


Os alunos da primeira turma do então Colégio Agrícola de Bambuí foram: Antônio Bicalho de Mendonça, Antônio Enock de Carvalho, Antônio Furtado de Souza, Antônio Mauro Ribeiro Lucindo, Avelino José de Andrade, Carlos Antônio de Matos, Danilo Lázaro Tadeu Bahia, Delceu José Batista, Delmo Garcia Leão, Dezileu Alves Ferreira, Francisco Honório Gonçalves Teixeira, Geraldo Camilo de Souza Filho, Geraldo Eustáquio Cordoval, Geraldo Magela Lacerda, Getúlio Ferreira Pedrosa, Izaias Faria, José Araiz Martins, José Eustáquio dos Santos, José Felipe Sobrinho, José Geraldo da Silva, José Maurílio Leite, Lázaro José Chaves, Luiz Paulo de Carvalho, Magno de Oliveira Souza, Orestes Gomes Nogueira, Osmar Benevenuto da Silva, Paulo Maurício Martins da Silva, Roosevelt Castoril da Silva, Rui Medeiros, Valdir Cardoso Júnior, Vantuil Alves de Oliveira, Wagner Aparecida Martins, Wagner Rezende de Araújo, Wécio Flávio Cruvinel, Welington Paixão Cruvinel, Wilson Marigel, Wilson Vaz da Silva.

Nessa fase inicial, o Colégio funcionava no Centro de Treinamento de Tratoristas e o trabalho desenvolvido pelo Posto Agropecuário manteve-se em harmonia, mesmo com as atividades do Colégio.

Outra escola que funcionou junto ao Centro de Treinamento foi a “Escola Rural de Varginha”, que oferecia Ensino Fundamental de 1ª a 4ª série.

“Aprender para fazer e fazer para aprender” foi o lema que, durante anos, motivou alunos nas atividades setoriais e de produção, já que a fazenda precisava produzir para manter o funcionamento da instituição.

Ainda na época de Colégio, todos sentiam falta de uma quadra poliesportiva, onde pudessem jogar vôlei, basquete ou futebol de salão, mas não havia investimentos previstos para a construção de espaço esportivo. Foi então que, com garra e força de vontade, alunos e funcionários pegaram enxadas, cimento e brita e construíram uma quadra, no ano de 1971, sob a orientação da professora Edna Tôrres que, homenageada, cedeu seu nome à primeira área esportiva construída no Colégio.

Outro sonho dos desbravadores do ensino técnico em Bambuí era o de montar uma fanfarra. Para organizá-la, foi realizado o 1º Festival de Música do Colégio Agrícola de Bambuí – FECAB, cujo dinheiro arrecadado seria investido na compra dos instrumentos da banda. O sucesso foi tanto que, além da quantia necessária para montar a fanfarra, o festival tornou-se um marco artístico e cultural da cidade e região, reunindo grande público com a extraordinária participação do cantor Tim Maia, em uma das edições do concurso.  Formou-se, mais tarde, uma orquestra de violões, que se apresentava em Bambuí e região.

Também em 1971, foi construído um bar na cidade chamado “Cê ki sabe”, com a finalidade de angariar fundos para a formatura. Os alunos conseguiram o espaço com a Prefeitura, na parte central do município: um enorme “rancho” de madeira, bambu e palha, feito pelos próprios estudantes. Por volta de 1973, o “Cê ki sabe” foi destruído por um incêndio, mas voltou a ser erguido e funcionou por mais algum tempo, deixando boas lembranças, tanto para o colégio quanto para a cidade.

Em 04 de setembro de 1979, o Decreto nº 83.935 mudou a denominação de Colégio Agrícola para Escola Agrotécnica Federal de Bambuí – EAFBí, subordinada à Coordenação Nacional do Ensino Agropecuário – COAGRI. A instituição ministrava o Curso Técnico em Agropecuária e o curso supletivo de Técnico em Leite e Derivados e em Agricultura.

A COAGRI veio de fato criar um ambiente capaz de refazer o Ensino Agrícola de nível médio. Todo um contexto foi criado para oferecer melhores condições às Escolas nos diversos setores da educação, principalmente no que tangia à qualidade dos recursos materiais e humanos, que transformaram o aspecto do processo de ensino–aprendizagem e, consequentemente, a qualidade do profissional a ser formado.

Em 1986, foi extinta a COAGRI e criada a Secretaria de Ensino de Segundo Grau – SESG. No ano de 1990, esta foi transformada em Secretaria Nacional de Educação Tecnológica – SENETE; em 1992 passou a ser chamada Secretaria de Educação Média e Tecnológica – SEMTEC e, por último, em 2004, tornou-se a Secretaria de Educação Profissional Tecnológica – SETEC.

A Escola Agrotécnica baseava-se no trinômio Educação – Trabalho – Produção, que foi incorporado à pedagogia de ensino e buscava dignificar o trabalho, estimular a cooperação, desenvolver a crítica, a criatividade e o processo de análise. Seu principal objetivo era preparar o jovem para atuar na sociedade e participar da comunidade, utilizando o Sistema Escola-Fazenda, para que os alunos tivessem no trabalho um elemento essencial para a sua formação. Esse sistema visava à preparação e capacitação do técnico para atuar como agente de serviço e de produção, satisfazendo as necessidades de produtores rurais,  atuando na resolução de problemas. Essa metodologia de ensino tinha como objetivo estruturar “uma escola que produz e uma fazenda que educa”, utilizando dois processos que funcionavam integrados: as Unidades Educativas de Produção – UEP e a Cooperativa-Escola. Outra transformação foi o aumento da carga horária do estágio, de 160 horas para 360 horas, de acordo com a Lei 6.494/77.

Em 1993, a EAFBí foi transformada em autarquia federal, com autonomia didática, administrativa e financeira e dotação própria no orçamento da União, o que lhe conferiu maior dinamismo. Em 1997, com a reforma na educação profissional, a EAFBí, que formava apenas técnicos agrícolas com habilitação em Agricultura e Zootecnia, passou a oferecer também cursos nas áreas da Agroindústria e Informática.

No ano de 2001, com o Programa de Expansão da Educação Profissional, a instituição firmou convênio com o Ministério da Educação para construir, equipar, reformar e modernizar instalações e laboratórios, além de qualificar pessoal para oferecer cursos dentro do padrão e da realidade das empresas tecnologicamente evoluídas e empregadoras dos egressos.

A criação de novos cursos, os novos laboratórios, o investimento em infraestrutura, o crescimento da receita como fonte de sua própria manutenção, juntamente com a união de esforços de professores, diretores, alunos e servidores, culminaram num projeto de transformação da então Escola Agrotécnica em Centro Federal de Educação Tecnológica – CEFET, no ano de 2002, com o curso de Tecnologia em Alimentos, o primeiro de nível superior oferecido pela instituição.

A instituição continuou a realizar grandes feitos, como a Feira Integrada de Produtos Agroindustriais – FIPA, que teve sua primeira edição no ano de 2003, e a participação no Projeto Rondon, a partir de 2006. Através dessas ações, de proporção municipal, estadual e nacional é possível perceber a grandiosidade dos esforços na busca constante pela excelência.

E em dezembro de 2008, ampliando ainda mais as possibilidades da educação técnica e tecnológica, foram criados os Institutos Federais. Dessa forma, a tradicional Escola de Bambuí foi elevada à posição de campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Minas Gerais – IFMG. O eixo central deste projeto do governo federal é equiparar essas instituições de ensino às universidades federais.

Atualmente, a instituição possui um campus de 341 hectares e cerca de 70 mil metros quadrados em construção, onde são oferecidos cursos profissionalizantes, de Ensino Médio, de graduação (Tecnologia, Bacharelado e Licenciatura) e pós-graduação.

A instituição possui cerca de 2 mil alunos e um corpo docente composto por 110 professores, além de 117 servidores da área administrativa e 93 trabalhadores terceirizados.

Os cursos técnicos e de nível superior são oferecidos na sede, na cidade de Bambuí, havendo também a oferta de cursos técnicos nas unidades localizadas nas cidades de Piumhi e Oliveira; sendo que esta última, em breve, contará com uma área de 182 hectares, doada pela Prefeitura.

Em sua sede e extensões, o Campus Bambuí, atualmente, oferece os seguintes cursos:

Nível Técnico:
Agricultura
Açúcar e Álcool
Comércio
Eventos
Gerência em Saúde
Informática
Mecânica com ênfase em manutenção agrícola
Mecânica com ênfase em manutenção automotiva
Meio Ambiente
Zootecnia

 


Nível de Graduação:
Bacharelado em Administração
Bacharelado em Agronomia
Bacharelado em Zootecnia
Bacharelado em Engenharia de Produção
Licenciatura em Física
Tecnologia em Alimentos
Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas
Turismo

 


Pós-Graduação:
Controle de Qualidade na Indústria de Alimentos
Educação Ambiental
Educação de Jovens e Adultos (PROEJA)
Finanças Empresariais

A partir do ano de 2009, o Campus Bambuí, através da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES, conseguiu a aprovação de projetos que possibilitaram à instituição oferecer cursos de mestrado e doutorado para capacitar seus servidores do quadro efetivo.



 

 

 

Fonte: Assessoria de Comunicação

 

 

 

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